Bons tempos
Ontem, já deitada na minha cama, pronta pra dormir, lembrei-me de Dona Margarida, uma lavadeira que trabalhou há muito tempo aqui em casa. Ela veio fazer uma visita para a minha avó, mas era pena que ela já havia falecido. Aí comecei a lembrar-me da época que ela trabalhava aqui. Eu era criança e a minha irmã mais velha também. Costumávamos subir na goiabeira do quintal e ficávamos lá durante muito tempo. Era muito divertido nesses tempos. Eu e Danielle tirávamos fotos no quintal com alguns acessórios que serviam de enfeite e assim ficava mais interessante. Às vezes chego a desconfiar ou até mesmo a me auto-interrogar: ”Será que estou ficando velha?”. As pessoas estão indo embora e chego a imaginar que já é chegada a hora, mas acho que não é bem assim, apesar de que a vida passa mesmo rápido. A verdade é que ainda tenho uma vida inteira pela frente. Talvez ainda seja cedo. Isso não impede de olhar um pouco para trás e ver que não existe fase melhor na vida do indivíduo quanto na fase em que éramos crianças. A fase da inocência. Tudo nessa fase é melhor, o tempo em que moramos ao lado dos nossos irmãos, enfim, das brincadeiras que bolamos. Tudo é muito divertido. Mas, infelizmente o tempo passa e temos que mudar, progredir. A pior fase talvez. A fase do reconhecimento. Os bons tempos não voltam mais. Bom mesmo é poder viver sempre em aventuras, em que a lei é brincar e brincar.


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial